domingo, 30 de novembro de 2014

Eduardo Jorge: 'O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético'


"Farei uma oposição construtiva", garante Eduardo Jorge
O resultado das eleições foi uma decepção para Eduardo Jorge (PV), que terminou a disputa em sexto lugar, com apenas 630 mil votos (0,61%). A expectativa dele e do partido era maior, principalmente levando em conta o frenesi gerado pelo ex-deputado e médico sanitarista com suas respostas fora do lugar-comum no Twitter – que ele mesmo administra – e também pela sinceridade prosaica adotada nos debates televisivos. “Quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura”, lamentou o candidato derrotado à Presidência, que esteve em Belo Horizonte na semana passada para receber uma medalha da Câmara Municipal e foi entrevistado pelo Estado de Minas.

Eduardo Jorge explica que o PV ainda não definiu o posicionamento em relação aos “próximos quatro anos do presidencialismo imperial do Brasil”, como ele define. O político garante que fará uma oposição construtiva, mas de uma só tacada criticou os futuros ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Agricultura, Kátia Abreu.

Em Belo Horizonte, o político vegetariano visitou o Mercado Central, comprou queijos, goiabada, doce de leite, recebeu o Grande Colar do Mérito Legislativo, fez uma palestra na Câmara e incentivou uma assessora de um deputado do PV a adotar a bicicleta em seus deslocamentos diários entre a casa e a Assembleia Legislativa. Falou também dos temas considerados polêmicos, como a legalização das drogas e liberação do aborto. “A Dilma e o Aécio pensam parecido com o que eu falei, mas não falam. Não falam porque o marqueteiro não deixa falar. Isso é um prejuízo para o povo”, acredita Eduardo Jorge, que diz não querer ser candidato novamente.

Qual a avaliação que o senhor faz da campanha eleitoral? E por que o resultado foi bem pior do que o conquistado pela Marina em 2010 pelo PV?

Sabíamos que esta seria uma campanha diferente de 2010, que foi Cruzeiro x Atlético. Quem não era Cruzeiro e nem Atlético e era América tinha que vir para o PV e para a nossa candidata. Em 2010 foi uma conjuntura diferente. Este ano, foram três grandes candidaturas cristalizadas. O Eduardo Campos, o Aécio e a Dilma, com campanhas estruturadas e apoio de grandes empreiteiras e grandes máquinas administrativas. Por isso, tínhamos consciência que a campanha de 2014 não seria igual à de 2010. Sabíamos que em dois ou três meses não se pode mudar um país continental com três candidaturas cristalizadas. Nós do PV sabíamos que deveríamos fazer uma campanha de divulgar as ideias de vanguarda do PV. Portanto, não esperávamos ter uma votação igual à que tivemos em 2010.

O senhor foi muito criticado por parte de seus eleitores por ter apoiado o candidato derrotado Aécio Neves (PSDB) no segundo turno...

Foi uma guerra civil no meu Twitter. Tinha gente que simpatizava com as teses que eu defendia e também simpatizava com a Dilma, com a Marina ou com o Aécio. Tanto que quando chegou no finzinho, na hora H, na rodada final, o voto útil tirou 1,5 milhão da minha candidatura na última semana. Tinha gente que era muito simpático à minha campanha, mas estava de olho para saber quem ia para o segundo turno. Apoiamos o Aécio no segundo turno porque o diretório decidiu por 33 votos a seis. O Aécio e a Dilma, nós dizíamos, são muito parecidos, com política econômica e social, mas porque brigam tanto? Para se diferenciarem. Isso é marketing e para ganhar tem que ter voto. Eu falei uma vez para o Aécio em um debate: ‘para diferenciar você da Dilma e da Marina eu tenho que usar uma lente’. Quando declarei o apoio, eu disse para ele (Aécio), em frente a 3 mil tucanos, que sabia que ele e a Dilma eram muito parecidos do ponto de vista político-econômico e social. E agora está provado, pois a Dilma acabou de escolher um Armínio Fraga sem a inteligência do Armínio Fraga: o Joaquim Levy.

Se são tão iguais, porque escolheu um deles?

A diferença entre a Dilma e o Aécio é que o PSDB tem mais abertura para a questão ambiental que o PT. O PT é muito ligado a petróleo e a automóvel. Parece algo genético e eles não se libertam disso. O segundo ponto é que eu acho a relação do PSDB com o estado, com a democracia, é uma postura mais aberta que o PT. O PT tem uma postura muito fechada. Acima de tudo é o interesse do partido. Primeiro o partido, depois o povo e depois o país. Nesse ambiente do eleitorado nosso, que é um eleitorado muito livre, muita gente não entendeu, ficou bravo e o que eu poderia fazer? Responder. Fui o que eu fiz no Twitter. O que não faria era repetir o erro da Marina e do PV em 2010, que foi ficar em cima do muro.

Como avalia a nomeação da ministra Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura?

A Kátia Abreu, do ponto de vista do PV, nós temos dificuldade de lidar, pois ela é uma entusiasta dos bois e é entusiasta da soja, que são duas coisas que causam um grande desmatamento no Brasil e que são do ponto de vista econômico falsamente eficientes. O Brasil tem hoje 240 milhões de bois. Tem mais bois do que homens e mulheres no Brasil. Eles (os bois) são altamente ineficientes do ponto de vista energético e da alimentação, além de serem devastadores da mata atlântica e do cerrado e da Amazônia. Isso significa aquecimento global e prejuízo para toda a humanidade. Se ela for ministra e quiser conversar conosco, conversaremos. Mas do ponto de vista agrícola a paixão do PV é a agricultura familiar e orgânica. Isso não negamos. Está no nosso programa.

Pretende ser candidato à Prefeitura de São Paulo ou a outro cargo?

Eu já fui voluntário nessa campanha e nem pensava em ser candidato mais, pois fui deputado por 20 anos e tenho família e trabalho e sinto que dei minha contribuição à política brasileira. Por enquanto, para mim, está bom. Vou ficar assim. Trabalhando no meu cargo de médico concursado da Secretaria Estadual de Saúde. Gosto disso e preciso também.

De política, Daniel Camargos, ESTADO DE MINAS

sábado, 29 de novembro de 2014

A farra dos contratos sem licitação na Petrobras


À medida que avança a Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal no início deste ano, os desmandos recorrentes na Petrobras se tornam cada vez mais chocantes. Um levantamento feito pelo site de VEJA com base em dados divulgados pela empresa em seu Portal de Transparência mostra que, entre 2003 e 2014, dos cerca de 890 mil contratos fechados pela estatal, 784 mil foram dispensados de licitação — o que representa 88% do total. Isso corresponde a um montante de cerca de 60 bilhões de reais gastos no período, levando-se em conta apenas os contratos fechados em moeda local. A Petrobras se vale do Decreto 2.745, do governo de Fernando Henrique Cardoso, para escapar do processo licitatório previsto na Lei 8.666 — a que estão sujeitas todas as compras de órgãos da administração pública. O decreto foi criado para dar agilidade à execução de obras num momento em que a estatal se abria para o capital privado. Porém, a partir de 2006, se tornou regra para quase todos os contratos.

Os montantes que envolvem a dispensa de licitação espantam. Um dos contratos, fechado com o consórcio Techint - Andrade Gutierrez, no valor de 2,4 bilhões de reais, foi dispensado de certame concorrencial porque as demais concorrentes fizeram propostas com preços “incompatíveis”. Assim, a Petrobras optou por nem mesmo fazer o leilão. Outro contrato mostra uma compra de 2,3 bilhões de reais da GE em que a empresa alega que “situações atípicas” tornaram a licitação inexigível. Outro contrato com a construtora Engevix, cujos executivos foram presos no âmbito da Lava Jato por suspeita de corrupção no fornecimento de serviços à estatal, foi firmado por 1,4 bilhão de reais com dispensa de licitação, sob a justificativa de se tratar de uma “urgência”. A obra consistia em fornecer material e serviços para um projeto básico...

De Ana Clara Costa, VEJA 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Em protesto, vereadora discursa sem calcinha na Câmara


Uma vereadora da Câmara de Aracaju fez um protesto inusitado no plenário da Casa. Lucimara Passos (PCdoB) retirou uma calcinha do bolso durante seu discurso e disse que não estava usando a peça íntima. A atitude era para criticar o parlamentar Agamenon Sobral (PP), que teria chamado uma mulher que queria se casar sem calcinha de vagabunda, além de afirmar que ela merecia uma "surra".

A vereadora chamou o colega de "criminoso" e desafiou ele a te dar uma "surra". "Hoje vim com um vestido mais curto. Também trouxe a minha calcinha no bolso. Alguém pode me chamar de vagabunda? Alguém pode dizer que tenho de ser surrada?", perguntou.

A parlamentar defendeu que uma mulher não pode ser julgada pela roupa que veste ou se está ou não de calcinha. Ela pediu que Agamenon seja punido. O vereador criticou a atitude da colega e disse que ela queria "aparecer". Ele também pediu que a Comissão de Ética investigue o caso.

De política, A TARDE

PSB decide por independência e proíbe filiados de ocupar cargos no governo Dilma


SÃO PAULO - O PSB decidiu nesta quinta-feira assumir uma posição de "independência propositiva" em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff e determinou que nenhum filiado da legenda tem autorização para assumir cargos no governo federal.

O partido, que na eleição deste ano lançou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos à Presidência, e posteriormente Marina Silva após a morte de Campos em um acidente aéreo em agosto, apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves, contra Dilma no segundo turno.

"Essa posição consiste em examinar a conduta do governo, as propostas mais estratégicas, e se definir sobre elas de forma contrária, ou a favor. Não tem necessidade de ser obrigatoriamente contra, ou obrigatoriamente a favor", disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, após reunião da Executiva do partido em Brasília, de acordo com nota da legenda.

Apesar da posição de "independência propositiva", o PSB já tem se alinhado com partidos de oposição a Dilma em algumas matérias no Congresso Nacional, como o projeto de lei que altera o cálculo da meta de superávit primário.

Na quarta-feira, o líder socialista na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), que foi candidato a vice na chapa presidencial encabeçada por Marina, assinou junto com líderes de PSDB, DEM e PPS ações no Supremo Tribunal Federal que, se acatadas pela Corte, implicarão na suspensão da tramitação da proposta que altera a meta fiscal.

Albuquerque e a bancada do PSB confirmaram nesta quinta-feira a candidatura de Julio Delgado (PSB-MG) à presidência da Câmara dos Deputados na próxima legislatura, que começa no ano que vem.

Além de Delgado, o líder do PMDB na Casa, Eduardo Cunha (RJ), também já lançou seu nome ao cargo, colocando fim a um revezamento entre PT e PMDB no comando da Câmara. A candidatura de Cunha desagrada o Palácio do Planalto, e o PT ainda não definiu candidato.

"(A candidatura de Delgado é a) reafirmação de uma posição de independência do PSB, sobretudo em relação à polarização entre PT e PMDB que toma conta da Câmara. Este cenário não serve aos interesses da sociedade, somente a interesses políticos", disse Albuquerque.

De Eduardo Simões, REUTERS BRASIL

Aécio: 'Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?


O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, criticou, em nota, a nova equipe econômica anunciada por Dilma nesta quinta-feira. O líder tucano disse que as nomeações evidenciaram que há contradições no governo da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) que sinalizam um "governo sem planejamento, que não sabe a direção que vai tomar". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff?", questionou o senador.

No texto, Aécio disse que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) "sabia estar mentindo ao país durante toda a campanha eleitoral" e que, por isso não apresentou um programa de governo. "Como devem estar se sentindo os eleitores que acreditaram na candidata e no seu discurso recheado de bondades, vendo que ela hoje está fazendo tudo o que, durante a campanha eleitoral, disse que não faria?"

Para ele, os nomes foram escolhidos tentando acalmar o mercado e recuperar a credibilidade. Mas que, ao mesmo tempo, ela "afronta" a Lei de Responsabilidade Fiscal ao enviar ao Congresso um novo projeto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014, segundo ele "usando como moeda de troca os cargos públicos de sempre".

O senador afirma que é preciso saber com que discurso o governo vai falar ao país, se com o "discurso populista apresentado na campanha", com o "da irresponsabilidade fiscal que afronta o Congresso" ou com o "defendido pelos novos ministros, que contraria todas as teses defendidas pelo PT". "Afinal, qual é o verdadeiro rosto do novo governo Dilma Rousseff? Refém de tantas contradições, o governo corre o risco de não ter nenhum", diz o senador.

De Estadão, VEJA

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ministro do STJ diz que nenhum outro país ‘vive tamanha roubalheira’, sobre Petrobras


BRASÍLIA - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Newton Trisotto, relator do julgamento que manteve preso homem apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Youssef no exterior nesta terça-feira, disse que a corrupção brasileira é "uma das maiores vergonhas da humanidade". Já o ministro Felix Fischer cogitou que nenhum outro país viveu "tamanha roubalheira". A 5ª Turma da Corte decidiu por unanimidade manter a prisão de João Procópio de Almeida Prado.

- A corrupção no Brasil é uma das maiores vergonhas da humanidade - afirmou o relator Newton Trisotto, em uma sessão de discursos fortes. O ministro também ressaltou a extensão que está tomando a Operação Lava-Jato, ao revelar cifras bilionárias.

A defesa de João Procópio - apontado como homem de confiança de Youssef fora do Brasil, e preso em julho - alegou que a prisão havia sido cumprida sem requisitos legais. Ou seja, diziam que a prisão havia sido fora da lei, e que deveria ser revogada...

De Eduardo Baretto, O GLOBO

Prefeito e 26 servidores são afastados após denúncia de esquema


Em razão de fraudes em certames licitatórios no Município de Madalena que somam, aproximadamente, R$ 7 milhões, o Ministério Público do Ceará (MP-CE) afastou ontem, por 180 dias, o prefeito Zarlul Kalil Filho e mais 26 agentes públicos, dentre os quais, todos os secretários municipais e outros agentes públicos. De acordo com o promotor de Justiça, Gustavo Joscen, que deu início às investigações, desde o início da atual gestão, em 2013, até hoje, constatou-se que pelo menos 25 processos licitatórios estavam viciados. A operação denominada “Caixa-Preta” foi divulgada ontem, em coletiva na sede do Ministério Público. Os mandados de busca e apreensão contra os envolvidos começaram a ser cumpridos ontem, pelas Polícias Civil e Militar. A decisão foi proferida no último dia 20 de outubro, mas o processo tramita em sigilo.

Conforme o MP-CE, um dos casos investigados é a licitação de abastecimento de combustível do Município. A empresa que sempre vence as licitações pertence à família da secretária de Cultura e ex-prefeita do Município, Antônia Lobo Pinho Lima. “Ficamos pasmos no caso dela, porque além de ser secretária de cultura, a empresa familiar dela que era sócia-administradora até um mês antes do início da gestão, ganhava e ganha todas as licitações de combustível, algumas milionárias”, chamou atenção.

De acordo com o promotor, após requerer um mandato judicial de exibição de documentos da comissão de licitação, o MP constatou que havia não apenas irregularidades, mas deparou-se com um esquema de certames licitatórios. Entre as documentações apreendidas, foram encontrados bilhetes escritos à mão com detalhes a serem acertados. Em um dos computadores apreendidos da sala da comissão de licitação, constatou-se que os próprios membros criavam as propostas das empresas que supostamente iriam concorrer. “São 27 requeridos, todos realizavam o que podemos até chamar de modus operandi. É uma política de governo desta gestão, montar processos licitatórios, a exemplo do que vem sendo feito em vários municípios do Ceará”, afirmou...

De política, O ESTADO

Aécio ironiza provável indicação de Joaquim Levy


O candidato derrotado do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), ironizou nesta terça-feira (25) a indicação do economista Joaquim Levy para dirigir o Ministério da Fazenda no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). "O mais adequado é a consideração que fez meu Armínio Fraga, que disse que via na indicação de Joaquim Levy algo como se um grande quadro da CIA fosse convocado para dirigir a KGB", brincou o tucano, citando as agências de inteligência norte-americana e russa, que têm uma rivalidade histórica.

Levy, que hoje está no Bradesco, foi aluno de Armínio Fraga, que coordenou o programa econômico de Aécio durante a campanha presidencial e seria a escolha para a pasta caso o tucano tivesse sido eleito. O comentário de Aécio ocorreu logo após fazer um duro pronunciamento contra a articulação dos governistas de votar, em bloco, os 38 vetos presidenciais que trancam a pauta do Congresso. A apreciação desses vetos é pré-requisito para que deputados e senadores votem o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, ampliando o abatimento da meta de superávit primário.

Aos jornalistas, Aécio chamou Levy de "amigo pessoal". O futuro ministro da Fazenda - que deve assumir o cargo após a aprovação do projeto que altera a LDO de 2014 - teve uma formação acadêmica alinhada ao pensamento econômico ortodoxo e teve passagem pelo Executivo no segundo mandato do governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2000, ele foi nomeado Secretário-Adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e, no ano seguinte, assumiu o cargo de economista-chefe do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Ele também foi secretário do Tesouro no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva...

De política, DIÁRIO DE PERNAMBUCO

sábado, 22 de novembro de 2014

Tunisiana vence concurso Miss Mundo Muçulmana 2014


Além do título, Fatma Ben Guefrache, de 25 anos, ganhou um relógio de ouro e uma viagem a Meca. Finalistas desfilaram com véu e vestidos brilhantes

Uma especialista em informática tunisiana, Fatma Ben Guefrache, de 25 anos, conquistou na sexta-feira na Indonésia o título de Miss Muçulmana, um concurso que deseja ser uma resposta aos concursos ocidentais de beleza. "Que Alá todo poderoso me ajude nesta missão e liberte a Palestina, por favor, por favor, liberte a Palestina e o povo sírio", disse chorando a vencedora ao receber o prêmio, que inclui um relógio de ouro e uma viagem a Meca.

As 18 finalistas desfilaram com véu e vestidos brilhantes em Prambanan, um conjunto de templos hindus do século IX que formam parte do patrimônio mundial da Unesco.

No concurso as 18 participantes precisaram demonstrar seu conhecimento do Corão e sua visão do Islã no mundo moderno.

Em 2013, a terceira edição do concurso, considerado uma resposta aos concursos de beleza ocidentais, teve repercussão mundial porque naquele mesmo ano era realizada em Bali a final do Miss Mundo, considerado por vários grupos indonésios como um "concurso de prostitutas".

De mundo, VEJA

O jogo de cena na Fazenda


Ninguém com pelo menos dois neurônios funcionando pode ter ­se surpreendido com o fato de o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, ter gentilmente recusado o convite de Dilma Rousseff para se tornar ministro da Fazenda. Trabuco compareceu ao Palácio da Alvorada acompanhado de Lázaro Brandão, o presidente do Conselho do banco, sabendo que estava apenas cumprindo o dever de cortesia que a situação impunha. Não estivesse a presidente reeleita trabalhando com uma lista espantosamente pequena de nomes cogitados para o cargo, seria o caso de afirmar que ela nunca teve a intenção de ter o presidente de um dos maiores bancos do País à frente do Ministério da Fazenda, e só chamou Trabuco a Brasília porque sabia que o convite não seria aceito. Seu objetivo era fazer publicamente um gesto de simpatia e "confiança" ao mercado.

O fato é que toda a movimentação do Palácio do Planalto em torno da escalação do Ministério do segundo mandato, em particular da pasta da Fazenda, demonstra que não se pode esperar, a partir do ano que vem, uma presidente da República diferente daquela que o País conheceu nos últimos quatro anos, à frente de uma administração comprovadamente incompetente: ideologicamente sectária e pessoalmente autoritária e intransigente. Dilma Rousseff é intervencionista por formação e militância e como tal nutre extrema desconfiança ­ se não completa aversão ­ pelo empreendedorismo privado.

Esse perfil é completado por um temperamento irascível, que se manifesta diante de qualquer contrariedade. Que o digam os auxiliares que com ela convivem, inclusive os ministros.

A renovação de um mandato presidencial não significa necessariamente a necessidade de reformulação do primeiro escalão do governo. Partindo do princípio de que não se mexe em time que está ganhando, a unanimemente reconhecida necessidade da escalação de novos auxiliares para cargos importantes como o de ministro da Fazenda revela apenas que a chefe do governo e seu criador sabem muito bem que nos últimos quatro anos quase tudo deu errado.

Essa questão foi colocada nas eleições de outubro e democraticamente resolvida nas urnas. Dilma Rousseff será a presidente de todos os brasileiros por mais quatro anos e como tal deve ser aceita e respeitada.

Resta, portanto, a cada um cumprir seu papel na discussão nacional sobre a formação do novo governo, emblematicamente simbolizada pelos entendimentos para a escolha do sucessor de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Um ministro que, aliás, tem todos os motivos para não estar nada satisfeito com o fato de que sempre fez rigorosamente tudo o que a chefe mandou e agora é descartado como se fosse o responsável único pelo mau desempenho da economia.

Se dependesse de Lula, que sempre exibiu poderosa intuição e forte sensibilidade política, a condução da economia voltaria a ser entregue a um ministro mais identificado com o mercado e capaz de recuperar a confiança dos empreendedores nacionais e dos investidores estrangeiros. Não há, afinal, outra maneira de o País voltar a crescer social e economicamente.

Dilma, porém, é teimosa. Jamais se disporá a abrir mão da prerrogativa de comandar ela própria a política econômica, o que significa que provavelmente o País continuará a ter mais do mesmo.

Diante disso, é praticamente certo que o novo ministro da Fazenda ­ que não havia sido escolhido até o momento em que escrevíamos este editorial ­ será alguém disposto a colocar sua biografia a serviço dos desígnios de uma chefe de Estado obcecada pela ideia anacrônica de que o Estado é fim e não meio.

Receber convite para assumir a pasta da Fazenda sempre foi motivo de orgulho e honra para qualquer homem público. Hoje essa investidura parece estar restrita a quem estiver disposto a pagar o preço de ­ em troca de alguma notoriedade passageira ­ levar a culpa se as coisas não derem certo ou aplaudir a chefe na improbabilidade de ocorrer o contrário.

De opinião, ESTADÃO

Ataques liderados pelos EUA já mataram 910 pessoas na Síria, diz grupo de monitoramento


BEIRUTE - Ataques aéreos liderados por forças dos Estados Unidos na Síria já mataram 910 pessoas, incluindo 52 civis, desde o início da campanha contra o Estado Islâmico e outros combatentes há dois meses, disse neste sábado um grupo que monitora o conflito.

A maioria das mortes, 785, é de combatentes do Estado Islâmico, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha. O Estado Islâmico, uma vertente radical da Al Qaeda, conquistou territórios na Síria e no vizinho Iraque, onde também tem sido alvo de ataques liderados pelos EUA desde julho.

Entre os civis mortos, oito eram crianças e cinco eram mulheres, disse o Observatório. Os Estados Unidos afirmam que têm processos para investigar todos os relatos de mortes de civis.

O Observatório, que reúne informações por meio de uma rede de contatos no terreno, disse que 72 membros do braço da Al Qaeda na Síria, a Frente Nusra, também foram mortos nos ataques aéreos, que começaram em 23 de setembro.

Os EUA afirmam que miram o "Grupo Khorasan" na Síria, que é descrito pelo governo norte-americano como um agrupamento de veteranos da Al Qaeda sob proteção da Frente Nusra. A maioria dos analistas e ativistas não diferencia esses grupos dessa maneira.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 200.000 pessoas foram mortas no conflito na Síria, que está em seu quarto ano.

De Sylvia Westall, REUTERS

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Vereador é expulso após vídeo de sexo


O Diretório Estadual do Partido Socialista Brasileiro no Amazonas (PSB) decidiu ontem expulsar do partido o vereador Jadson de Oliveira Martins. Ele teria gravado vídeos de sexo com duas adolescentes, de 15 e 16 anos. Segundo o presidente regional do PSB, Marcelo Serafim, as atitudes do parlamentar são incompatíveis com regimento interno do partido. A Câmara Municipal de Apuí, que fica a 435 quilômetros de Manaus, já determinou a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.

A expulsão do vereador foi anunciada após reunião do diretório do PSB, realizada na sede do partido, no Centro de Manaus. “Decidimos que as atitudes do vereador foram incompatíveis com o código de ética e com o regimento interno. Nossa parte foi feita, caberá a Justiça fazer a investigação”, disse Serafim.

O pedido de exclusão Jadson já foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O partido espera ainda que as investigações da Câmara Municipal de Apuí levem à cassação do mandato do vereador...

De política, O DIA

Curdos tomam armas e edifícios do Estado Islâmico em cidade síria sitiada


BEIRUTE - Combatentes curdos capturaram seis edifícios de militantes do Estado Islâmico que sitiam a cidade síria de Kobani nesta terça-feira e tomaram um grande lote de armas e munição dos rebeldes, afirmou um grupo que monitora a guerra.

O Estado Islâmico vem tentando assumir o controle da cidade, também conhecida como Ayn al-Arab, há mais de dois meses, uma ofensiva que levou dezenas de milhares de civis curdos a fugir pela fronteira com a Turquia e deu ensejo a ataques aéreos de forças lideradas pelos Estados Unidos.

O movimento sunita radical, uma dissidência da Al Qaeda, declarou um califado islâmico que se estende por grandes porções de terra que conquistou em outras partes da Síria e do vizinho Iraque.

Os seis edifícios tomados pelos combatentes curdos estão em um local estratégico no norte da cidade, perto da Praça da Segurança, onde estão instalados os principais escritórios municipais, disse Rami Abdulrahman, chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres que acompanha o conflito usando fontes locais...

De Sylvia Westall, REUTERS

CPI quebra sigilo de tesoureiro do PT e convoca afilhado de Dirceu


A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos beneficiários da quadrilha instalada na Petrobras. Foram 12 votos favoráveis e 11 contrários.

Os petistas protestaram e pediram a aprovação de um requerimento que quebrava o sigilo dos tesoureiros de todos os partidos que receberam doações das empreiteiras envolvidas – o que, das siglas com bancada no Congresso, livraria apenas o PSOL. Mas o texto não foi colocado em votação.

O sigilo de Vaccari foi quebrado com o apoio de parlamentares de partidos aliados, como Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS).

A CPI também aprovou nesta terça a realização de uma acareação entre Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, ex-diretores da área internacional da Petrobras, e a convocação de Ildo Sauer, ex-diretor de gás e energia da empresa,,.


De Gabriel Castro, VEJA

sábado, 15 de novembro de 2014

Merval Pereira: Fim de linha





O escândalo maiúsculo da Petrobras vai bater diretamente na política, por que essas empreiteiras incriminadas e esses executivos ora presos estavam ligados umbilicalmente a políticos, e foram colocados lá cada um com seu cada qual, isto é, diretores indicados diretamente por partidos políticos como PT, PP e PMDB.

Por isso mesmo, vai mexer com a estrutura da política brasileira, é um marco que se espera final nesse processo político do jeito que está sendo tocado. Chegamos ao fim da linha, não é possível mais. Prejudica a maior estatal brasileira, prejudica o país economicamente e também na sua imagem de Nação civilizada e moderna, e prejudica a política. É inviável continuarmos nesse processo destrutivo.

O esquema é fundamentalmente de financiamento político, montado no Palácio do Planalto a exemplo do mensalão, para financiar a base congressual governista, e vai bater no ex-presidente Lula e na presidente Dilma, que domina a área de Minas e Energia desde quando era Ministra, no primeiro governo petista.

É claro que alguém coordenou esse trabalho, alguém sabia o que estava acontecendo. Muito difícil imaginar que no Palácio do Planalto ninguém soubesse. No processo do mensalão já havia uma grande desconfiança de que era impossível um esquema daquele tipo sem um alto grau de comando.

Caiu em cima do então ministro Chefe do Gabinete Civil José Dirceu como o último da linha de comando, por falta de condições políticas de chegar mais acima na escala de poder, mas desta vez é complicado dizer que Lula e Dilma nada sabiam. O doleiro Alberto Yousseff já disse em depoimento da delação premiada que os dois sabiam, e a situação está incontrolável.

Como Chefe do Gabinete Civil, Dilma presidiu o Conselho de Administração da Petrobras. Em janeiro de 2010, conforme lembrou ontem em editorial intitulado “Lula e Dilma sempre souberam” o jornal Estado de S. Paulo, Lula vetou os dispositivos da lei orçamentária aprovada pelo Congresso que bloqueavam o pagamento de despesas de contratos da Petrobrás consideradas superfaturadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Aliás, desde 2008 o Fiscobras, relatório consolidado do TCU com as auditorias feitas em obras que recebem recursos federais, chamava a atenção para os desmandos na construção da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, um projeto em sociedade com o governo venezuelano com Chavez ainda vivo, e que acabou sendo assumido integralmente pelo governo brasileiro. O custo total orçado inicialmente em pouco mais de R$ 2 bilhões, já atingiu R$ 41 bilhões.

Mais impressionante que a abrangência do escândalo da Petrobras é que os corruptores estão sendo presos. O rombo nas contas públicas é fora do padrão, pode envolver R$ 10 bilhões, mas o que está fora dos padrões mesmo, um ponto fora da curva no bom sentido, é a prisão dos corruptores. E a situação ainda vai piorar para o governo e o esquema petista na corrupção.

Em pouco tempo, a lista de políticos envolvidos, deputados, senadores, governadores e ex-governadores estará sendo divulgada. Um dia republicano, sentenciou um promotor envolvido na operação. Os agentes da Justiça envolvidos na investigação do que está sendo conhecido como petrolão, aliás, estão sofrendo pressões de toda sorte.

Alguns delegados, por exemplo, usaram durante a campanha uma rede fechada do Facebook para externarem posições políticas pessoais de críticas ao governo e apoio ao candidato de oposição Aécio Neves, e isto está sendo tratado como prova de que as investigações têm viés político. O ministro da Justiça mandou até mesmo abrir investigação sobre o caso.

Os Procuradores do Ministério Público que atuam no caso saíram em defesa dos delegados, afirmando em nota que a expressão de pensamento pessoal em ambiente fechado é direito constitucional, e não indica que a investigação tenha sido desvirtuada. O juiz Sérgio Moro, responsável pela investigação, aproveitou o despacho em que aprovou as prisões de ontem para defender a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na condução da investigação.

E também respondeu indiretamente à acusação de que os acusados teriam sido coagidos a assinar os acordos de delação premiada. "A prova mais relevante é a documental. Os depósitos milionários efetuados pelas empreiteiras nas contas controladas por Alberto Youssef constituem prova documental, preexistente às colaborações premiadas, e não estão sujeitas à qualquer manipulação".

De Merval Pereira, O GLOBO

Presidente da CPI da Petrobras foi à F-1 à convite da Petrobras



O presidente da CPI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já foi bem tratado pela estatal. EM 2011, Vital e sua mulher, Vilauba, assistiram o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em São Paulo, a convite da Petrobras. Camarote VIP, vista privilegiada da pista, acesso ao paddock e um delicioso buffet -- tudo de graça. De início, a assessoria de Vital negou que ele tivesse desfrutado esses agrados. Só admitiu quando ÉPOCA mostrou que a prestação de contas do seu gabinete registra gastos públicos com passagens para São Paulo na data do evento. Aí, saiu-se com a versão de que Vital esteve no autódromo "atendendo ao convite da maior empresa brasileira, no maior evento internacional sediado no país".

De Marcelo Rocha, ÉPOCA

Anfitriã do G20, Austrália tem problemas parecidos ao Brasil, mas desempenho econômico melhor


A Austrália – país que preside atualmente o G20 – é, como o Brasil, um grande exportador de minérios e de produtos agrícolas e também sofre o impacto da queda nos preços das commodities.

Mas esse problema não afeta os dois países da mesma maneira: a economia australiana vem crescendo a taxas maiores do que a brasileira.

Desde 2012, o PIB da Austrália cresce mais do que o brasileiro. Neste ano, a economia australiana deve registrar expansão de 3,1%, enquanto a brasileira deve aumentar apenas 0,3%, menos do que a zona do euro em crise, segundo previsões da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Entre os países do G20 (grupo que reúne os países mais ricos), a Austrália só deverá crescer menos do que a China, Índia, Indonésia e Coreia do Sul em 2014.

Nos próximos dois anos, segundo previsão da OCDE, o PIB da Austrália deverá continuar crescendo a taxas superiores às do Brasil (1,5% em 2015 e 2% em 2016).

Como o Brasil, a Austrália desfrutou de um longo período de preços internacionais favoráveis e de forte aumento da demanda de algumas matérias-primas consideradas chave, como o minério de ferro.

Existem duas razões que explicam o bom desempenho da economia australiana apesar da queda nos preços internacionais de algumas commodities, disse à BBC Brasil Phil Hemmings, economista sênior da OCDE, especialista nesse país...

De Daniela Fernandes, BBC

Renato Duque, o fiel soldado do PT na Petrobras


Há uma premissa de ouro na cartilha de como crescer na Petrobras: encontrar um padrinho político. Por mais capacitados que sejam os técnicos, dificilmente conseguem galgar degraus além do terceiro escalão da estatal se não tiverem respaldo de uma legenda — ou de algum nome poderoso no Congresso. Para alcançar tal façanha, engenheiros de carreira negociam o que for preciso (inclusive a alma) para conseguir um bom padrinho. Apontado por delatores do petrolão como interlocutor do PT na Petrobras, Renato Duque, que por quase dez anos ocupou a diretoria de Serviços da Petrobras, não fugiu à regra. Preso nesta sexta-feira, quando foi deflagrada a sétima fase da Operação Lava Jato, o executivo entrou na empresa em 1978, como engenheiro. Especializou-se em Engenharia do Petróleo na Universidade Federal do Rio de Janeiro e assumiu diversas funções na estatal, até ingressar na rentável área de contratos. Em 2003, quando foi nomeado diretor da empresa, Duque comandava a gerência de contratos da área de Exploração e Produção. Decidia, por exemplo, de quem contratar plataformas, sondas de perfuração, embarcações e helicópteros. Acordos bilionários com empresas nacionais e estrangeiras dependiam de sua canetada.

Duque nunca foi um petista histórico. Mas, nos idos do ano 2000, ao estreitar laços com o chefão José Dirceu, achou por bem aderir à legenda. Escolheu, não por acaso, a corrente Construindo um Novo Brasil, a mesma de Lula, e também a mais poderosa dentro do partido. A saída de Duque do nível gerencial para a diretoria se deu por intermédio de Silvinho Pereira, ex-secretário do PT e um dos nomes chave do escândalo do mensalão. Conhecendo as grandes somas que transitavam pela área de Serviços, Pereira queria manter a fonte dentro da cota do partido, já que a área de Abastecimento e a Transpetro estavam sob o comando do PMDB. Duque parecia um bom nome aos olhos dos caciques petistas, mas só foi chancelado depois que Pereira consultou o lobista Fernando Moura, da empreiteira baiana GDK. A empresa ficou célebre depois que veio à tona seu presentinho a Pereira, em 2004, em troca de contratos com a Petrobras: uma Land Rover no valor de 73.500 reais. O caso foi revelado em 2005 nas páginas de VEJA.
...
A pré-disposição do engenheiro para a contravenção está nos autos do processo conduzido pelo Ministério Público Federal. Nas declarações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef à Justiça, no âmbito da Operação Lava Jato, consta que Duque operava um esquema criminoso de financiamento que drenava 3% dos valores dos contratos de sua área para o PT. Disse Costa em seu depoimento: “Olha, em relação à Diretoria de Serviços, era, todos, todos sabiam, que tinham um percentual desses contratos da área de Abastecimento, dos 3%, 2% eram para atender ao PT. Através da Diretoria de Serviços. Outras diretorias como gás e energia, e como exploração e produção, também eram PT, então você tinha PT na Diretoria de Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de serviço. Então, o comentário que pautava lá dentro da companhia é que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente para o PT”. Ainda segundo a decisão judicial que precedeu a prisão de Duque, os executivos Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Gerin de Almeida Camargo, da Toyo Setal, confirmaram esses fatos e detalhes a respeito do pagamento de valores por contratos da Petrobras a Duque e ao lobista que o servia, Fernando Soares, também conhecido como Baiano...

De economia, VEJA

PF prende outro ex-diretor da Petrobras e executivos de empreiteiras em operação Lava Jato


CURITIBA/SÃO PAULO - A Polícia Federal lançou nesta sexta-feira nova fase da Operação Lava Jato, com a prisão do ex-diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras Renato Duque e de executivos de grandes empreiteiras do país, após uma série de denúncias de corrupção nos últimos meses envolvendo grandes obras da petroleira.

A operação eleva os riscos financeiros para a Petrobras, cujas ações preferenciais chegaram a cair mais de 5 por cento durante a sessão nesta sexta-feira, e envolve algumas das principais empreiteiras do país, sob a acusação de prática de cartel nas licitações e de desvio de recursos para o pagamento de agentes públicos.

Segundo a Polícia Federal, 300 policiais cumpriram quatro mandados de prisão preventiva, todos em São Paulo, 14 mandados de prisão temporária, a maioria na capital paulista, e seis de condução coercitiva, sendo que algumas das prisões envolveram altos executivos de empreiteiras que prestam serviços para a Petrobras.

A PF disse que focou a ação desta sexta-feira em sete grandes empreiteiras com 59 bilhões de reais em contratos com a estatal.

"Boa parte desses contratos está sendo investigada por ter sido obtida a partir de acordo prévio de um grupo com todas as características de cartel e, além disso, com a sistemática de propiciar o desvio de recursos para pagamento de agentes políticos e pagamento de agentes públicos", disse o delegado Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, em Curitiba.

A estimativa da PF é que tenham sido bloqueados cerca de 720 milhões de reais em bens de 36 investigados. Entre as empreiteiras que sofreram ação da PF nesta sexta-feira estão Camargo Corrêa, Mendes Júnior, OAS, Queiroz Galvão e Odebrechet...

De Sérgio Spagnuolo e Gustavo Bonato, REUTERS

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

EX-DIRETOR DA PETROBRAS É PRESO EM 7ª FASE DA LAVA JATO


A POLÍCIA FEDERAL TAMBÉM PRENDEU EXECUTIVOS E FAZ BUSCA E APREENSÃO EM CINCO DAS MAIORES EMPREITEIRAS DO PAÍS

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 14, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque ao deflagrar a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga desvios de R$ 10 bilhões da estatal. A PF também prendeu executivos e faz busca e apreensão em cinco das maiores empreiteiras do país, o braço financeiro do esquema de corrupção na petrolífera.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que uma das empreiteiras-alvo da ação é a Camargo Correa. Viaturas da PF foram vistas na sede da empresa nesta sexta-feira, em São Paulo. Onze mandados estão sendo cumpridos em grandes empresas.

As empreiteiras repassariam propina a agentes públicos para conseguir contratos na petroleira. Duque seria o interlocutor do PT na Petrobras, e a diretoria de Serviços da estatal, que comandou de 2003 até 2012, seria responsável por repassar porcentuais dos contratos assinados para o partido. A Justiça bloqueou R$ 720 milhões em bens de 36 investigados nesta sétima fase da Lava Jato. Três empresas de um dos operadores do esquema também tiveram as contas bloqueadas.
Ao todo trezentos policiais, com apoio de 50 servidores da Receita Federal, cumprem na manhã de hoje 85 mandados judiciais.

Os envolvidos responderão por crimes de formação de quadrilha, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.

De ÉPOCA NEGÓCIOS

Venda do iPhone 6 e 6 Plus começa nesta sexta-feira


O iPhone 6 e 6 Plus, novas versões do smartphone da Apple, chegam às lojas brasileiras nesta sexta-feira. O modelo com tela de 4,7 polegadas vai custar, no mínimo, 3.200 reais, e o iPhone 6 Plus, com sua tela de 5,2 polegadas, a partir de 3.600 reais. Os fãs da marca poderão encontrar o produto na loja on-line da Apple e em lojas de varejo e operadoras a partir da meia-noite desta quinta.

Em São Paulo, as operadoras Claro, Tim e Vivo planejam coquetéis para a madrugada desta sexta-feira em suas lojas do Shopping Eldorado – a Claro também realizará eventos em outros quatro shoppings da cidade (Anália Franco, Bourbon Pompéia, Iguatemi Alphaville e JK Iguatemi). Os paulistanos também poderão participar de eventos especiais em revendas oficiais da Apple, como as lojas MyStore e iPlace, e na FNAC do Shopping Morumbi.

As operadoras também vão realizar o lançamento a partir da meia-noite em outras cidades pelo país. No total, a Claro abrirá 18 lojas para vender o iPhone em cidades como Campinas e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e também no Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. A Tim abrirá onze lojas no total em cidades como Curitiba, Florianópolis e Recife...

De Claudia Tozetto, VEJA

Por que o 'New York Times' quer fim do embargo a Cuba?


O jornal americano The New York Times (NYT) publicou cinco editoriais a respeito de Cuba em cinco semanas consecutivas, todos em suas edições de fim de semana, escritos em inglês e em espanhol.

Nos textos, o jornal pede que os Estados Unidos deem fim ao embargo que impõem sobre a ilha desde 1960, retirem Havana da lista de "patrocinadores de terrorismo", abandonem os "esforços ocultos para derrubar o governo" cubano e restaurem as relações diplomáticas bilaterais de alto nível, rompidas desde 1961.

O NYT também defende a ideia de um intercâmbio de presos que permita a libertação do americano Alan Gross, preso em Cuba há cinco anos, em troca de três agentes de inteligência cubanos condenados pelos EUA por espionagem.

"Uma troca poderia abrir caminho à retomada de laços diplomáticos, dando aos EUA mais oportunidades de fomentar mudanças positivas na ilha mediante a expansão do comércio, do turismo e o maior contato entre cubanos e americanos", opina o editoral publicado em 2 de novembro...

De Thomas Sparrow, BBC MUNDO

Economia da Alemanha evita recessão e cresce 0,1% no 3º trimestre

BERLIM - A economia alemã cresceu apenas 0,1 por cento no terceiro trimestre deste ano, evitando por pouco uma recessão graças ao forte aumento nos gastos dos consumidores e um pequeno impulso de comércio exterior.
Alguns economistas temiam que a maior economia da Europa afundasse em recessão no período de julho a setembro, após queda no segundo trimestre, mas a Alemanha conseguiu igualar a previsão de crescimento de 0,1 por cento de pesquisa da Reuters.

"A Alemanha evitou uma recessão", afirmou o economista Joerg Kraemer, do Commerzbank, acrescentando, porém, que as encomendas à indústria e o índice de clima de negócios do Ifo sugerem que o crescimento no quarto trimestre pode ser fraco...
De economia, REUTERS BRASIL

Auditoria externa não vai assinar balanço trimestral da Petrobrás


Price se recusa a assinar demonstrações contábeis trimestrais da Petrobrás antes do resultado das investigações sobre corrupção na empresa; estatal diz que vai publicar balanço no prazo 'mais breve
possível' e sem a avaliação de auditores externos

A auditoria Price Waterhouse Coopers decidiu que não vai assinar nenhuma demonstração contábil da Petrobrás até que a companhia conclua as investigações internas abertas para apurar denúncias de corrupção, surgidas nos acordos de delação premiada da Operação Lava Jato. Na quinta-feira, 13, depois de revelado pelo estadão.com.br e pela Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a Price não daria seu aval para as informações contábeis trimestrais da empresa, a Petrobrás informou que não divulgará seu balanço nesta sexta-feira, 14 – data-limite segundo as regras de mercado.

De acordo com comunicado enviado na noite de quinta, ao mercado, a empresa informou que vai divulgar os resultados no prazo “mais breve possível” e estimou a data em 12 de dezembro. A Petrobrás informou também que a divulgação dos dados será feita sem a revisão pelos auditores
externos – o que não ocorre normalmente com empresas de capital aberto, com ações negociadas na Bolsa...

De Ricardo Grinbaum, Josette Goulart, Antonio Pita, ESTADÃO

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Após pouso turbulento, cientistas confirmam estabilidade de sonda em cometa


Cientistas confirmaram nesta quinta-feira que a sonda Philae se encontra "estável" na superfície do cometa em que pousou no dia anterior - apesar de momentos turbulentos durante o pouso do módulo que deixaram os cientistas apreensivos.

Dados apontaram que o veículo - do tamanho de uma máquina de lavar roupa - teve de efetuar três tentativas de pouso até conseguir utilizar seus arpões para se ancorar com estabilidade. Houve falhas também no sistema de propulsão em direção à superfície do cometa.

A telemetria indicou que o Philae se desprendeu, flutuou e retornou à superfície do cometa, a 500 milhões de quilômetros da Terra. Informações posteriores indicaram que o robô repetiu esse movimento, levando duas horas para se estabilizar...

De mundo, BBC

EUA e aliados conduzem 23 ataques aéreos na Síria e no Iraque


WASHINGTON - As forças lideradas pelos Estados Unidos realizaram desde segunda-feira 16 ataques aéreos na Síria, a maioria deles em torno de Kobani, perto da fronteira com a Turquia, e sete na região norte do Iraque, produtora de petróleo, disse o Comando Central norte-americano.

Dez ataques aéreos realizados pelos EUA e seus aliados perto de Kobani atingiram oito pequenas unidades do Estado Islâmico, danificaram três posições de combate e destruíram uma instalação logística, informou a Centcom nesta quarta-feira em comunicado.

A cidade de Kobani tornou-se um teste para a capacidade da coalizão liderada pelos EUA de deter o avanço dos insurgentes radicais. Ela é uma das poucas áreas na Síria onde se pode coordenar ataques aéreos com operações feitas por uma força terrestre efetiva.

Iraquianos curdos peshmerga têm ajudado a tomar algumas aldeias ao redor de Kobani, mas as linhas de controle na cidade permanecem as mesmas.

No Iraque, cinco ataques aéreos perto de Baiji, local de uma refinaria de petróleo, atingiram uma grande unidade do Estado Islâmico, outras três pequenas e destruíram dois prédios, dois veículos e uma posição de francoatirador usado pelos militantes, disse o comando norte-americano.

Os outros dois ataques ocorreram perto da cidade petrolífera de Kirkuk, no norte iraquiano dominado pelos curdos.


De Doina Chiacu, REUTERS MUNDO

Resistência da oposição leva ao cancelamento de sessão de Congresso que analisaria vetos


BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cancelou a sessão do Congresso marcada para esta quarta-feira, quando seriam analisados mais de 50 vetos presidenciais que trancam a pauta de votações e impedem a análise de matérias relacionados ao Orçamento, como o projeto que amplia os descontos para o cálculo da meta do superávit primário.

A decisão foi tomada depois que os partidos de oposição anunciaram que entrariam em processo de obstrução nas votações no plenário da Câmara, o que retardaria o início da sessão do Congresso (composto por Câmara e Senado) e poderia prejudicar o quórum para votações. Uma nova sessão deve ocorrer no próximo dia 18.

Com isso, o tempo para aprovar o projeto que amplia os descontos para o cálculo da meta do superávit primário ficou ainda mais apertado, pressionando o governo.

O Executivo corre contra o tempo para aprovar a proposta enviada na terça-feira ao Congresso e está tentando montar uma operação política capaz de vencer a resistência da oposição, que tem anunciado que não concorda com a nova metodologia de abatimento...

De Jeferson Ribeiro, REUTERS BRASIL

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Agora é Dilma quem está quebrando o País, diz FHC


Ex-presidente atacou proposta do governo de flexibilizar meta de superávit fiscal e criticou 'incompetência' da gestão petista
São Paulo - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou duramente a presidente da República, Dilma Rousseff, ao comentar o envio de projeto de lei ao Congresso Nacional, pelo governo petista, para tentar driblar a meta de superávit fiscal. "A Dilma falou que eu quebrei o País três vezes, não sei quando. Agora é ela quem está quebrando (o País)", disse FHC, após proferir palestra em um evento de tecnologia, em São Paulo, nesta quarta-feira, 12. 

Além de rebater uma das maiores críticas de Dilma nesta campanha presidencial, FHC ironizou a iniciativa do governo, dizendo que nem mesmo o Rei Pelé conseguiria driblar a meta fiscal. "É um drible que não dá certo, vai mostrar a incompetência de bem gerir a economia do Brasil, é um gol contra, não tem sentido." 

Fernando Henrique disse que a situação do País é difícil e o governo da presidente Dilma não tem como cumprir o superávit fiscal. "E devem reconhecer", sugeriu. "Vejo risco para a economia, pior a emenda do que o soneto." Indagado sobre as críticas que seu partido vem fazendo à presidente reeleita, de que ela tem cometido estelionatos eleitorais após a vitória, ele retrucou: "São tantos estelionatos eleitorais." 

Após proferir palestra no evento da empresa Symantec, de segurança em tecnologia, FHC almoçou com a direção da companhia e, depois, concedeu uma rápida entrevista. O envio do projeto do governo Dilma ao Congresso foi bastante criticado pela oposição. O governo argumenta que ele não é um cheque em branco. Na prática, ele dará grande flexibilidade para o governo administrar a meta de superávit primário das contas do setor público, eliminando na prática a meta fiscal, uma das conquistas da gestão de FHC. 

O governo decidiu enviar o projeto antes do anúncio das medidas fiscais para o ano que vem porque pretende, com isso, garantir o cumprimento da meta, mesmo sem fazer o esforço fiscal prometido para 2014. 

O projeto acaba com o limite fixo de R$ 67 bilhões para o abatimento das desonerações tributárias e dos investimentos do PAC. Portanto, o executivo federal ganhará liberdade, caso o projeto seja aprovado, para abater da meta todo o volume do PAC e das desonerações que for feito até o final do ano.

De Elizabeth Lopes, ESTADÃO

Emprego na indústria cai 0,7% em setembro, ante agosto, diz IBGE


O número de pessoas empregadas pela indústria brasileira diminuiu 0,7% em setembro em relação a agosto, na série com ajustes sazonais, a sexta taxa negativa consecutiva nessa comparação, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta quarta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro de 2013, o emprego industrial caiu 3,9%. Trata-se do 36º resultado negativo neste tipo de comparação e o pior desde outubro de 2009, quando a indústria reduziu seu pessoal em 5,4%. No acumulado do ano, o emprego industrial recuou 2,8%. Em 12 meses encerrados em setembro, o caiu 2,6%.

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que o número de horas pagas na indústria teve retração de 0,2% em setembro na comparação com agosto, descontando-se os efeitos sazonais — quinta taxa negativa em sequência. Na comparação com agosto de 2013, as horas pagas recuaram 4,2%, enquanto o acumulado do ano teve baixa de 3,4%. No acumulado em 12 meses, o número de horas pagas recuou 3,1%...

De Alessandra Saraiva, VALOR

Marta, um pote até aqui de mágoa. Ou: Ministério pode voltar para as mãos de… Capilé!


Marta Suplicy, a agora ex-ministra da Cultura, continua um pote até aqui de mágoa. Mesmo tendo recebido a pasta como prêmio de consolação, o ressentimento por ter sido preterida na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012, não passou. Mas há algo estranho. Foi Lula, não Dilma, quem impôs Fernando Haddad na base do dedaço. Ainda assim, Marta chegou a esboçar um movimento “Volta, Lula”, quando a presidente não ia muito bem das pernas. Aí quem ficou magoada foi Dilma.

A senadora se demitiu por carta, quando a presidente está fora do país, em viagem ao Catar. Não é um jeito muito elegante de agir. Em favor de Marta, tenho ao menos uma coisa positiva a dizer: ela não sabe fingir. Carrega, ademais, um traço, digamos, de classe, meio senhorial. Se é para demonstrar descontentamento, demonstra mesmo. Fim de papo!...

De Reinaldo Azevedo, VEJA

Não há o que esconder


O governo Dilma saiu do armário fiscal. Reconheceu que fracassou no cumprimento das metas das contas públicas deste ano, correspondente a um superávit primário de 1,9% do PIB
O governo Dilma saiu do armário fiscal. Reconheceu que fracassou no cumprimento das metas das contas públicas deste ano, correspondente a um superávit primário de 1,9% do PIB (cerca de R$ 100 bilhões destinados ao pagamento da dívida pública).

Na prática, encaminhou para o Congresso projeto de lei que altera o artigo 3.º da Lei Orçamentária de 2014, a que chamou de flexibilização da meta. A lei a ser revogada agora permitia um abatimento do resultado das contas públicas de um volume de até R$ 67 bilhões, correspondente a investimentos do PAC. O novo projeto acrescenta a esses R$ 67 bilhões o total da renúncia fiscal com as desonerações (redução de contribuições e impostos), que poderá chegar aos R$ 105 bilhões. Além disso, não assume eventuais déficits dos Estados e municípios. Ou seja, se o rombo fiscal (e não mais o superávit) for de R$ 72 bilhões, fica tudo como se a meta fiscal de R$ 100 bilhões – positivos – ficasse plenamente cumprida. (...)

Assim é…
Então, fica assim. Primeiro, o governo se compromete a cumprir em 2014 uma meta fiscal de 2,1% do PIB, como aconteceu no fim de 2013. Depois, descobre que as metas eleitorais não se casam com as metas fiscais. O passo seguinte foi reduzir a meta fiscal para caber na meta eleitoral. Mas, ainda assim, não deu… Agora, é chamar o Congresso para dizer amém e arrumar tudo. Nada impede que o mecanismo se repita ano após ano.

De Celso Ming, ESTADÃO

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Projeção de expansão do PIB em 2014 cai de 0,24% para 0,20%, diz Focus


SÃO PAULO - Os analistas de mercado seguem ajustando para baixo suas estimativas para a economia brasileira, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. A mediana das previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano caiu de 0,24% para 0,20%. Há um mês, a projeção era de crescimento de 0,28%. Depois de ficar estacionada algumas semanas em 1%, a estimativa para 2015 recuou para aumento de 0,80%.

A produção industrial deste ano também foi revisada para baixo, de queda de 2,17% para recuo de 2,21%. A estimativa para 2015, contudo, teve ligeira melhora, de crescimento de 1,42% para 1,46%.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial de setembro caiu 0,2%, ante agosto, quando se esperava aumento de 0,2%. No trimestre entre julho e setembro, houve queda também de 0,2% ante o trimestre anterior, segundo o IBGE.

Para analistas consultados pelo Valor na ocasião, esse resultado colocou um viés de baixa para o PIB do período, que será divulgado no fim deste mês. O primeiro mês do quarto trimestre também não parece ter sido bom para o setor a julgar pelo PMI industrial do Brasil, medido pelo HSBC, que recuou a 49,1 em outubro, de 49,3 em setembro. Medições abaixo de 50 indicam contração da atividade. Esse índice composto leva em conta produção, emprego, preços, demanda interna e externa.

De Ana Conceição, Valor

EUA abrem investigação sobre a Petrobras, diz "FT"


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal para averiguar se empregados da Petrobras receberam propina, informou neste domingo o jornal britânico Financial Times, que indica como fonte "pessoas familiarizadas com a questão". De acordo com a publicação, a Securities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado americano) estaria conduzindo, paralelamente, uma investigação civil.

As autoridades americanas estariam tentando descobrir se a Petrobras, que têm ações na Bolsa de Nova York, teria violado a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras, um estatuto anticorrupção que torna ilegal o pagamento de propinas a oficiais estrangeiros para vencer ou manter uma negociação. A reportagem descreve o escândalo como um dos maiores casos de corrupção do país, relacionando os problemas ao governo de Dilma Rousseff.

O Departamento de Justiça americano e a SEC não quiseram comentar o caso, e a Petrobras não teria respondido à tentativa de contato.

De Justiça, VEJA

PMDB ameaça barrar ida de ministro de Dilma para STF


Cotado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, virou alvo de líderes do PMDB no Congresso, que trabalham para barrar sua indicação para a vaga aberta com a aposentadoria de Joaquim Barbosa.

Os senadores José Sarney (AP), Eunício Oliveira (CE), Lobão Filho (MA) e seu pai, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ficaram incomodados com ações da Polícia Federal que atingiram líderes do partido durante a campanha eleitoral deste ano.

Eles se queixam da atuação de Cardozo, a quem a PF é subordinada, e sinalizaram ao Palácio do Planalto que seu nome será rejeitado no Senado se a presidente Dilma Rousseff indicá-lo para o STF. Principal aliado do governo no Congresso, o PMDB tem a maior bancada no Senado.

A irritação dos líderes peemedebistas teve início em setembro, quando reclamaram do tratamento dado pela campanha de Dilma ao partido nos Estados. Eunício concorreu ao governo do Ceará e Lobão Filho, ao do Maranhão. Os dois foram derrotados...

De Severino Motta e Andréia Sadi, FOLHA

domingo, 9 de novembro de 2014

Mas e a autossuficiência?


A conta-petróleo do Brasil (ou seja, a exportação de petróleo e derivados menos importação de petróleo, derivados e gás natural) entre janeiro e setembro registrou um déficit de 12,5 bilhões de dólares. Um estrago e tanto na balança comercial.

No governo Dilma, esse vermelho já alcança 44 bilhões de dólares – um volume 68% maior que o déficit acumulado nos oito anos do período Lula, aquele em que se festejou a autossuficiência do petróleo.

Por Lauro Jardim, VEJA

'Genocídio' de jovens negros é alvo de nova campanha da Anistia no Brasil


O baiano Jorge Lázaro conhece na prática os efeitos da lógica perversa por trás das altas taxas de homicídios no Brasil.
Ele perdeu um filho, morto em uma execução em 2008, e, cinco anos depois, outro de seus filhos foi sequestrado e morto em Salvador.

Negros, jovens e moradores de favela, os fihos de Lázaro são apenas dois dos milhares de jovens assassinados todos os anos com este perfil - uma realidade que deixar de ser "invisível", segundo defende a Anistia Internacional.

A história de Lázaro ilustra um quadro que associa diretamente os altos índices de violência no país a faixa etária, gênero e raça. Do total de 56.337 homicídios ocorridos no Brasil em 2012, 57,6% tiveram com vítimas jovens com idade entre 15 a 29 anos. Destes, 93,3% eram homens e 77%, negros.

Os dados são do Mapa da Violência, compilados com base no Datasus, com base em 2012 - o último disponível.

Três policiais militares são acusados pela morte de Ricardo, o filho que Lázaro perdeu em 2008.

Ele passava férias em Salvador e estava jogando bola com amigos na favela de Bate Facho.

Quatro homens chegaram em um carro, três deles desceram e começaram a atirar. Dois jovens morreram...

De Jefferson Puff, BBC BRASIL

Obama classifica envio de novos soldados ao Iraque como "nova fase"


WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que sua decisão de dobrar o número de militares dos EUA no Iraque marcou uma nova fase na campanha contra o Estado Islâmico e não foi uma indicação de que sua estratégia na região falhou.

Obama, em uma entrevista ao "Face the Nation", da CBS, transmitido no domingo, afirmou que a primeira fase foi a obtenção de um governo iraquiano que fosse inclusivo e crível.

Ele disse que o envio de 1.500 soldados norte-americanos adicionais também significou uma mudança de uma estratégia defensiva para ofensiva. A decisão foi anunciada na sexta-feira.

"Os ataques aéreos têm sido muito eficazes na degradação de recursos do Estado Islâmico e retardando o avanço que eles estavam fazendo", disse Obama, segundo uma transcrição da CBS.

"Agora, o que nós precisamos é de tropas terrestres, tropas terrestres iraquianas, que possam começar a empurrá-los para trás."

Ataques aéreos dos EUA no sábado destruíram um comboio do Estado Islâmico perto da cidade iraquiana de Mosul, mas autoridades dos EUA disseram que não estava claro se o comandante do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, estava em qualquer um dos 10 veículos alvejados.

A decisão de enviar mais tropas ocorre cinco meses após o Estado Islâmico tomar grande parte do norte do Iraque. O grupo militante também apreendeu territórios na Síria, onde os EUA estão conduzindo ataques aéreos contra os militantes.

De Doina Chiacu, REUTERS BRASIL

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Cortes devem envolver redução de subsídios financeiros, diz Mantega


SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou nesta sexta-feira uma redução no papel que os bancos públicos vêm desempenhando na política econômica e afirmou que os cortes de despesas em estudo pelo governo devem envolver a redução de subsídios financeiros.

Falando a jornalistas depois de fazer uma apresentação em evento em São Paulo, Mantega citou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social como um exemplo de onde poderia ocorrer essa redução. O BNDES tem uma série de programas de financiamento com juros abaixo da taxa básica Selic, incluindo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e recebido injeções de recursos do Tesouro Nacional.

O ministro disse que o papel dos bancos públicos no crédito é "fundamentalmente" anticíclico e lembrou que na fase mais aguda da crise financeira internacional, o crédito privado secou e foi preciso que os bancos públicos assumissem um protagonismo...

De Asher Levine, REUTERS BRASIL

Itamaraty cobra explicações da Venezuela por acordo com MST


A visita ao Brasil do ministro venezuelano para o Poder Popular das Comunas e Movimentos Sociais, Elias Jaua, sem comunicar o Itamaraty, causou mal-estar em Brasília. Durante a viagem, ele assinou um convênio com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), entre outras atividades.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, pediu explicações, nesta quarta-feira (05/11), a um representante da embaixada da Venezuela no Brasil.

Segundo a assessoria do ministério, Figueiredo convocou o encarregado de negócios do venezuelano, Reinaldo Segóvia, para “manifestar a estranheza do governo brasileiro” com a visita de Jaua, que cumpriu agenda de trabalho sem notificar o Itamaraty.

Já a assessoria do MST disse que o convênio não foi “formalizado”. “A carta assinada foi apenas de intenções na área da cooperação agrícola, realizando intercâmbios entre camponeses do Brasil e da Venezuela para a troca de experiências agroecológicas. Mas ainda não tem nada concretizado sobre o assunto”, informaram.

Na diplomacia, a ausência de um aviso pode ser interpretada como ingerência em assuntos internos e prejudicial às relações dos dois países.

Revolução socialista

Segundo o site do ministério venezuelano, o acordo firmado com o MST tem como objetivo “incrementar a capacidade de intercâmbio de experiências de formação”.

Nas palavras de Jaua, o convênio serve “para fortalecer o que é fundamental em uma revolução socialista, que é a formação, a consciência e a organização do povo para defender o que conquistou e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista”.

Além de encontro com o MST, o ministro venezuelano fechou convênios com farmacêuticos no Paraná e conheceu experiências de transporte público e gestão de resíduos da prefeitura de Curitiba.

Convocação dos ministros

O líder da oposição no Congresso, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), apresentou um requerimento de convocação de Figueiredo. O ministro foi chamado a prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

“O governo tem a obrigação legal e constitucional de jamais permitir que sejam assinados acordos, por quem quer que seja, em que sejam violados os princípios da soberania e da não intervenção”, defendeu Caiado.

Um acordo entre a base aliada e a oposição transformou a convocação em convite, ou seja, o ministro não é obrigado a comparecer. No entanto, Figueiredo já confirmou presença na audiência da comissão, marcada para 19 de novembro.

No Encontro Nacional da Indústria, realizado nesta quarta-feira em Brasília, Caiado classificou o convênio como “venezualização do Brasil” e foi aplaudido pela plateia de empresários.

Já o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi vaiado ao tentar defender o governo. “Se a Venezuela financia ou quer convênio com o MST, é um problema da Venezuela e do MST”, disse...

De política, DW

Menino de 13 anos treina para ser jihadista na Síria


Ao chegarmos a sua casa, ele nos recebe como um adolescente comum e feliz: cabelo despenteado, sorriso no rosto e casaco cinza com capuz.

Mas, quando paramos para conversar, ele se dirige ao quarto do lado para mudar de roupa. Volta com uma balaclava preta -capuz que cobre o rosto todo- e roupa com camuflagem militar.

Ele quer ser chamado de "Abu Hattab".

Nascido na Síria, o adolescente se radicalizou no ano passado, juntando-se ao grupo jihadista Sham al-Islam.

'Geração perdida'

"Eles deveriam estar na escola. A Al-Nusra oferece às crianças US$ 100 (cerca de R$ 250) por mês para lutar ao lado deles. E eles dão treinamento de armas em um acampamento. Eles perderam a infância."

Os irmãos foram recentemente capturados pelo 'Estado Islâmico'. Mohamed teme que em breve eles desertem da Al-Nusra para lutar com o 'Estado Islâmico'.

"Eu costumava me divertir com meu irmão mais novo em casa. Mas depois ele mudou. Quando eu disse a ele que a Al-Nusra iria destruir o nosso país, ele disse: 'Cala a boca, ou eu te mato'."

"Quando eles aderiram à Al-Nusra, eu disse adeus para os dois e pensei: Nunca mais vou vê-los. Tenho certeza de que vou receber a notícia que eles foram mortos."

A guerra da Síria está prejudicando os anos de formação de toda uma geração. E os militantes estão usando crianças como instrumentos de guerra.

Quando saí da casa de "Abu Hattab", perguntei à mãe dele o que o filho de 13 anos queria ser quando ele era mais novo.

Ela sorriu: "Ser piloto".

De Mark Lowen, BBC NEWS

Petrobras anuncia aumento de 3% na gasolina


A Petrobras informou no início da noite desta quinta-feira que reajustará o preço de venda da gasolina em 3% e o do diesel em 5% nas refinarias, a partir da zero hora desta sexta-feira. Em comunicado ao mercado, a estatal informou que "os preços da gasolina e do diesel sobre os quais incide o reajuste anunciado não incluem os tributos federais Cide e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS".

O aumento, que era amplamente esperado pelo mercado, é considerado pequeno frente às necessidades da estatal e às perdas acumuladas no ano. Embora deva dar algum alívio para o caixa da estatal, a alta dos preços deve pressionar a inflação, que já está rondando acima do teto da meta do governo em doze meses. Uma analista avalia que, contudo, o impacto será limitado. "O impacto do aumento da gasolina no IPCA não deve ser muito alto. Aumento de 3% é na refinaria, mas na bomba será menos, então diminui a pressão", afirmou Flavio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank. "Com esse aumento da gasolina, o IPCA deve fechar novembro com inflação em torno de 0,6%", acrescentou.

O reajuste certamente vai refletir nas bombas de gasolina, uma vez que o governo não anunciou nenhuma compensação tributária simultaneamente, como fez em outras ocasiões. O índice de reajuste da gasolina para o consumidor final deve ser menor, pois a gasolina dos postos tem mistura de 25% de etanol anidro, mais barato que o combustível fóssil...

De Economia, VEJA

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Por urna quebrada, TRE pode convocar nova eleição


O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina não conseguiu recuperar os dados da votação realizada em uma urna de Içara, município localizado na região sul do Estado. Por isso, não descarta a possibilidade de uma nova eleição no local onde os votos foram “perdidos”.

A urna da seção 458 registrou problema durante a eleição do primeiro turno. Na ocasião, 287 votos sumiram do equipamento. Após o ocorrido, o candidato à reeleição Dóia Guglielmi, do PSDB, entrou com um pedido para que a urna fosse avaliada. Ele, que mantém sua base eleitoral justamente em Içara, perdeu a vaga na Assembléia Legislativa por apenas 38 votos para o candidato Vicente Caropreso, também do PSDB.

Uma perícia foi realizada em sessão pública nesta quarta-feira por técnicos do TRE, sem sucesso. Com isso, o caso será votado no Pleno do Tribunal no início da semana que vem.

De Redação, ISTO É

Ipea mostra que aumentou número de miseráveis no país em 2013


RIO - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) disponibilizou em seu banco de dados na internet dados que vinha mantendo sob sigilo durante as eleições e que mostram o aumento do número de miseráveis no país em 2013, pela primeira vez em dez anos. Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2013), o instituto calculou que o número de pessoas extremamente pobres passou de 10,081 milhões, em 2012, para 10,452 milhões, em 2013, um acréscimo de 371.158 pessoas entre as pessoas com renda inferior ao mínimo necessário para garantir o consumo das necessidades calóricas. Na linha de extrema pobreza que leva em conta o percentual de brasileiros com renda inferior a R$ 70 por mês, valor adotado pelo Programa Brasil Sem Miséria, o aumento de brasileiros na extrema pobreza foi ainda maior, de 870.784 pessoas, o que elevou o percentual de miseráveis de 3,6% para 4% ou 8,05 milhões.

Não foi o único instituto que constatou um aumento dos miseráveis no ano passado. Os pesquisadores associados do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) Andrezza Rosalém e Samuel Franco já tinham calculado um aumento do número de miseráveis 6,1% para 6,2% em todo o país no último ano. Os pesquisadores consideram miserável quem tem renda de até R$ 123, um patamar acima daquele usado pelo governo, de R$ 70, em 2013.

A pedido do GLOBO, eles traçaram um perfil do miserável no país e mostraram que a piora do mercado de trabalho já pesou sobre a população mais desfavorecida. A taxa de desemprego dos mais pobres subiu de 25,5%, em 2012, para 30,4%, em 2013. Enquanto 43,8% dos trabalhadores no país são informais, entre os miseráveis essa é a regra: 96% vivem sem proteção social...

De Clarice Spitz, O GLOBO

Doleiro Alberto Youssef diz que Gleisi Hoffmann recebeu R$ 1 milhão


O doleiro Alberto Youssef disse em depoimento ao Ministério Público Federal que deu R$ 1 milhão à campanha que elegeu Gleisi Hoffmann (PT-PR) ao Senado, em 2010.

Gleisi foi também chefe da Casa Civil no governo da presidente Dilma Rousseff entre junho de 2011, quando Antonio Palocci deixou o cargo, e fevereiro deste ano.

Segundo o doleiro, o montante foi entregue em quatro parcelas, em espécie, ao dono do shopping Total de Curitiba, Michel Gelhorn.

Três das parcelas foram entregues no próprio shopping, de acordo com Youssef.

O empresário é sócio do apresentador de TV Carlos Massa, o Ratinho, em outro shopping em Curitiba, o ParkShopping Barigüi...

De Redação, FOLHA

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Putin segue como a pessoa mais poderosa do mundo na lista da 'Forbes'


SÃO PAULO - O presidente russo Vladimir Putin foi escolhido como o homem mais poderoso do mundo em 2014, ficando à frente de seu colega americano Barack Obama, segundo ranking de 72 personalidades elaborado pela revista "Forbes".

A presidente Dilma Rousseff se encontra em 31º lugar, à frente do bilionário australiano Rupert Murdoch e da chefe do FMI, Christine Lagarde.

A presidente do Brasil, contudo, sofreu uma queda significativa, já que na última lista publicada pela revista ela ocupava o 20º lugar do ranking.

"Em 2014, o presidente russo exibiu sua força em nível mundial ao anexar a Crimeia, colocando em cena uma guerra secundária na Ucrânia e assinando um acordo com a China para construir um gasoduto de mais de US$ 70 bilhões", explicou a "Forbes"...

De Folhapress, VALOR

Da tribuna, Aécio condiciona diálogo à investigação sobre petrolão


O senador Aécio Neves completou nesta quarta-feira o roteiro previsto para reforçar seu papel como líder da oposição: em um pronunciamento feito na tribuna do Senado, ele deixou claro que, impulsionada pelos 51 milhões de votos nos tucanos no segundo turno, a postura da oposição deve ser muito mais dura no segundo mandato.

No discurso, Aécio condicionou o diálogo com a presidente Dilma à apresentação de propostas e ao compromisso do governo com a investigação completa dos desvios na Petrobras. "Agora os que foram intolerantes durante doze anos falam em diálogo. Pois bem: qualquer diálogo estará condicionado ao envio de propostas que atendam aos interesses dos brasileiros e, principalmente, tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história do país, já conhecido como petrolão".

Em seu pronunciamento, Aécio atacou os métodos usados pelo PT na campanha, com o uso de boatos e ofensas pessoais para atingir os adversários. "Mostraram que não enxergam limites na luta para se manter no poder. A má-fé com que travaram a disputa chegou às raias do impensável, do absurdo e agrediu a consciência democrática do país", disse ele.

O tucano mencionou especificamente a campanha do medo sobre o possível fim do Bolsa Família. "Espalharam o medo entre pessoas humildes, manipularam o sentimento de milhares de famílias negando-lhes o livre exercício da cidadania. Essa intimidação e essa violência só têm paralelo em regime que demonstram muito pouco apreço pela democracia".

Aécio também ressaltou o que, na visão dele, foi o lado positivo da campanha: o crescimento da militância contra o governo. "Nós assistimos, senhoras e senhores, ao despertar de um novo país. Sem medo, crítico, mobilizado, com voz e convicções, que não aceita mais o discurso e a propaganda que tenta justificar o injustificável", afirmou.

O tucano disse que nunca havia subido a uma tribuna no Congresso com tamanha carga de responsabilidade quanto nesta quarta-feira. E prosseguiu: "Quero aqui, do alto desta responsabilidade, reafirmar (...) que, de todas, a mentira foi a principal arma dos nossos adversários. Mentiram sobre o passado para desviar a atenção do presente. Mentiram para esconder o que iriam fazer tão logo passassem as eleições. Fomos acusados de propostas que jamais fizemos. Assistimos a reiteradas tentativas de reescrever a história, sempre nos reservando o papel de vilões que jamais fomos e não somos".

O senador tucano mencionou ainda a resolução que o PT divulgou na quarta-feira, defendendo o controle da mídia, a democracia direta e a construção de uma "hegemonia". "Precisamos estar atentos aos nossos adversários, que, poucos dias depois das eleições, divulgam um documento oficial ao país que mostra sua verdadeira face: a da intolerância, a da supressão das liberdades, a dos ataques às instituições", disse ele.

O tucano continuou: "Nossos adversários de novo não se constrangem em propor um projeto que se pretende hegemônico, o oposto daquilo que a democracia pressupõe: liberdade de escolha, alternância de poder". Aécio encerrou o discurso dirigindo-se a seus eleitores: "Digo em nome dos nossos companheiros de oposição. Agora e a cada dia dos próximos anos estaremos presentes".

De Gabriel Castro, VEJA